CasesarOS 2.0
Conversas que convertem
A arOS é uma plataforma de marketing com IA para pequenas empresas e agências, com mais de 32 mil usuários cadastrados. Redesenhei o produto em torno de um único chat ancorado no contexto de negócio de cada cliente e fui dono do trabalho de ponta a ponta: discovery, pesquisa, wireframes, protótipos, UI de alta fidelidade e o PRD.
- Adoção
- 1.400+ usuários na 2.0, com 400 ativos por semana e 180 por dia nos 3 primeiros meses
- A virada
- De agentes de IA separados para um chat com contexto e memória
- Resultado-chave
- Contexto do negócio em quase 70% das conversas, contra cerca de 40% antes
- Pesquisa
- 9 entrevistas, 11 testes de usabilidade e 550+ gravações de sessão
arOS 2.0 · Home

Resultados
das conversas com contexto do negócio, depois das mudanças na forma de selecionar e criar DNAs.
posts gerados na arOS nesse período.
de evasão no onboarding, de abril e maio para junho e julho de 2026, ao longo de três versões.
Contexto e arOS 1.0
A arOS ajuda pequenas empresas e agências a criar marketing com IA. O diferencial é o contexto: perfis reutilizáveis da marca, do público, do produto e da oferta de um negócio, que a arOS chama de DNAs. Toda resposta se apoia neles.
Quando entrei, em junho de 2025, a arOS 1.0 funcionava agente por agente. Você escolhia um especialista, como um gerador de ofertas ou um redator de carrosséis, preenchia os campos dele e recebia um resultado por vez. De junho a dezembro de 2025, trabalhei na 1.0 com um time de 6 desenvolvedores low-code e 2 engenheiros de prompt.
O que entreguei na 1.0
- Criação automática de DNAs. Um questionário guiado substituiu 40 a 60 minutos de formulários manuais. Os agentes passaram a gerar o perfil em 1 a 2 minutos.
- DNAs combináveis. Três tipos, personalidade, público e produto ou serviço, que se combinam, para que um novo produto ou público não significasse começar do zero.
- Projetos. Escolher e pré-configurar vários agentes numa só tela, em vez de abrir um por vez.
- Informações dos agentes. Na pesquisa, 5 de 10 usuários não entendiam o que um agente fazia pelo nome, e 7 de 10 disseram que a primeira geração falhou por isso. Cada agente ganhou um painel explicando quando usá-lo.
1.0 · Catálogo de agentes

1.0 · Painel de informações do agente

1.0 · Três tipos de DNA combináveis

1.0 · Questionário guiado de DNA

1.0 · DNA gerado em 1 a 2 minutos

1.0 · Projeto com vários agentes

De agentes para uma conversa
arOS 1.0: agente por agente
- Escolher um agente
- Preencher os campos dele
- Receber um resultado e recomeçar com o próximo agente
Contexto: DNAs de três tipos, personalidade, público e produto ou serviço.
arOS 2.0: uma conversa
- Pedir qualquer coisa
- Adicionar o contexto do negócio e, se quiser, uma skill
- Receber respostas, carrosséis ou atualizações de DNA no mesmo chat
Contexto: DNAs de quatro tipos, marca, público, produto ou serviço e oferta, além de memória entre conversas.
O problema
Ferramentas genéricas de IA escrevem rápido. Nas entrevistas de discovery, as pessoas descreveram outro gargalo: refinar. Gastavam o tempo corrigindo o tom, trocando palavras que nunca usariam e reescrevendo frases que não soavam como elas, muitas vezes em várias ferramentas de IA para um único post.
Meu PRD resumiu em uma linha: a IA acelerava a escrita, não os resultados.
Ao mesmo tempo, mais de 70% dos usuários pesquisados queriam trabalhar pelo chat. Para a maioria, IA generativa já era sinônimo de chat. E, com mais de 32 mil usuários cadastrados na 1.0, a nova versão precisava parecer uma evolução, não um recomeço.
Como saberíamos que funcionou
- Tempo até a primeira resposta que o usuário considera boa, e ativação no onboarding
- Menos ajustes manuais nas respostas
- Qualidade das respostas medida com evals de LLM-as-a-judge
- Retenção por coorte, e custo e latência por resposta
Meu papel
De janeiro a outubro de 2026, fui o designer e o Product Owner da arOS 2.0, trabalhando com o nosso Head de Produto, 5 desenvolvedores e 2 engenheiros de prompt.
- Escrevi o PRD da 2.0: uma primeira entrega enxuta, princípios de decisão, a divisão de papéis entre Produto, Engenharia de IA e Tecnologia, governança da IA no Langfuse e métricas de sucesso.
- Escrevi o plano de produto de agosto de 2026: um diagnóstico a partir dos dados de uso, um benchmark de 28 empresas, pesquisa de público e cada aposta ligada ao número que a decide, além do que não fazer ainda.
- Enquadrei cada nova iniciativa com um modelo baseado nos pitches do Shape Up e escrevi as histórias de usuário, de funcionalidades simples a produtos novos e plataformas internas de análise, uso e gestão de acessos, com critérios de aceite e especificações de design ligadas ao design system em código.
- Estruturei os roteiros de pesquisa, conduzi as entrevistas em dupla, conduzi testes de usabilidade e analisei o PostHog toda semana.
- Desenhei a UI base do chat e dos DNAs, criei e mantive o design system e prototipei funcionalidades em React antes do desenvolvimento, como a identidade visual no DNA.
- Desenvolvi funcionalidades eu mesmo, com um fluxo assistido por IA, como os chips de resposta, depois que as gravações mostraram quantas mensagens eram só "pode seguir", e os comandos e atalhos. Assim, melhorias pequenas e baseadas em evidência chegavam aos usuários sem tirar tempo de um time de engenharia pequeno.
Restrições
- Mais de 32 mil usuários cadastrados na 1.0 para levar junto.
- Uso por créditos: cada mensagem, edição e geração consome créditos.
- Um time pequeno, então apostas incertas precisavam ser baratas.
- Respostas não determinísticas: a qualidade precisava ser medida, não presumida.
Processo
- Matriz CSD
Organizei certezas, suposições e dúvidas numa matriz CSD para decidir o que pesquisar primeiro.
- Um PRD escrito como hipótese, fevereiro de 2026
Uma primeira entrega enxuta de propósito. Pastas de projeto, edição manual de respostas, criação automática de DNA fora do onboarding e web scraping contínuo ficaram de fora.
- Entrevistas e testes de usabilidade, fevereiro e março de 2026
Estruturei os roteiros e conduzi em dupla 9 entrevistas de discovery, sintetizadas no Dovetail. Depois, 11 participantes, todos vindos da 1.0, usaram a 2.0 desde a primeira tela em testes de usabilidade moderados, com um protocolo rígido.
- Depois do lançamento: 550+ gravações de sessão
Toda semana, eventos e gravações de sessão do PostHog alimentavam o backlog. Quase tudo o que veio depois da primeira entrega começou ali.
O que ouvimos nas entrevistas
Escrever era rápido. Fazer soar como a marca era lento: o tom, palavras que as pessoas nunca usariam, frases com cara de máquina.
Levou a: contexto do negócio em toda conversa e edição das respostas no lugarManuais de marca, guias de tom de voz e documentos de oferta ficavam no Notion ou no NotebookLM e eram colados de novo a cada tarefa.
Levou a: DNAs escolhidos uma vez e lembrados entre conversasIdeias numa ferramenta, copy em outra, imagens e layout numa terceira. Cada troca exigia explicar o negócio de novo.
Levou a: um chat com skills e carrosséis gerados dentro deleAs pessoas tinham poucas horas por semana para conteúdo, e planejar uma sequência de posts conectados ainda era feito à mão. Mais tarde, um calendário marcado como "Em breve" atraía cerca de 60 usuários por semana antes mesmo de funcionar.
Levou a: posts dentro do produto e um calendário de conteúdo no roadmapObservar, não ajudar
- Não explicar a ferramenta, não demonstrar, não corrigir erros, não elogiar nem defender.
- Se a pessoa travar, ficar em silêncio. Se perguntarem "o que é isso?", devolver: "O que você acha que é?"
Critérios de sucesso
- 70% ou mais geram algo utilizável
- 20% ou menos precisam de orientação explícita
- 60% ou mais exploram pelo menos uma funcionalidade além do chat
O valor aparece dentro da resposta
- O chat é o centro do produto. Nenhum fluxo paralelo é necessário para gerar valor.
- Contexto (DNAs) e comportamento (skills) são opcionais e podem mudar no meio da conversa.
- Complexidade só entra quando traz ganho mensurável, e nada é construído antes de ser validado com usuários.
O que as 6 primeiras sessões de teste revelaram
- Estrutura e texto das respostas4 de 6Alimentou: edição das respostas no lugar
- Envio de arquivos4 de 6
- Edição de DNAs4 de 6Alimentou: gestão de DNAs pelo chat
- Renomear conversas3 de 6Alimentou: fixar e renomear em vez de pastas
- Vídeo do onboarding3 de 6
- Links no onboarding2 de 6
- Entender os agentes2 de 6
- Confirmar a seleção de DNAs2 de 6Alimentou: contexto aplicado na hora
Decisões-chave
-
Escolhida
O chat vira o produto
- Evidência
- Mais de 70% dos usuários pesquisados queriam trabalhar pelo chat, e IA generativa já era sinônimo de chat para a maioria.
- Decisão
- Um chat em que as pessoas escolhem o contexto do negócio e, se quiserem, uma skill. Sem skill selecionada, o chat padrão continua entendendo de marketing.
- Trade-off
- Mantivemos os DNAs como diferencial para que o contexto dos usuários da 1.0 viesse junto, e passamos de três tipos para quatro: marca, público, produto ou serviço e oferta. A engenharia de front-end liderou essa reestruturação. Eu desenhei a UI base do chat e dos DNAs.
-
Descartada
Um canvas de nodes para as skills
- Ideia
- Um canvas de nodes de skills no estilo do n8n, ao lado do chat, para trazer de volta os projetos da 1.0.
- Por que não
- Alto custo de construção para um comportamento que não tínhamos certeza de que as pessoas adotariam, quando elas já usavam IA como um chat simples.
-
Descartada
Pastas para as conversas
- Evidência
- O PRD tinha deixado pastas de projeto fora da primeira entrega. Os testes confirmaram: renomear conversas apareceu em 3 de 6 sessões, um jeito mais leve que as pessoas já usavam para se organizar.
- Decisão
- Fixar e renomear, em vez de pastas.
-
Escolhida
Contexto que permanece
- Evidência
- Os 11 participantes dos testes vieram da 1.0 com um único DNA. Na primeira conversa, 7 de 11 não selecionaram o DNA que tinham acabado de criar no onboarding, e 5 de 11 escolheram um mas nunca clicaram em Salvar.
- Decisão
- A seleção vale no momento em que você escolhe, sem botão Salvar, e um botão Lembrar seleção leva o contexto para as novas conversas.
- Resultado
- O contexto do negócio passou de cerca de 40% para quase 70% das conversas, junto com formas mais fáceis de criar DNAs.
O seletor, com Lembrar seleção
-
Escolhida
A edição volta
- Evidência
- O PRD tinha deixado a edição manual fora da primeira entrega. Depois, 6 de 11 participantes dos testes passaram muito tempo lendo a copy gerada só para querer um ou dois ajustes, e 4 em cada 10 usuários da pesquisa anterior já editavam copy de IA.
- Decisão
- Editar qualquer resposta no lugar, com a marcação Editado e uma troca entre a versão original e a sua.
-
Escolhida
Respostas sugeridas, planejadas e entregues por mim
- Evidência
- Revendo mais de 300 gravações de sessão, percebi que muitas mensagens digitadas eram só permissão ou um empurrão para seguir, como "sim, pode seguir".
- Decisão
- Até 4 chips de resposta abaixo de cada resposta, montados a partir do contexto da conversa e da própria resposta. Planejei a funcionalidade e a implementei eu mesmo, com um fluxo de desenvolvimento assistido por IA.
- Resultado
- Usadas por 15,4% dos usuários ativos.
Chips de resposta abaixo de uma resposta

A primeira entrega
As entrevistas e os testes de usabilidade definiram a base da 2.0: o onboarding, o próprio chat, a forma de escolher skills e obter resultados, e o contexto do negócio pelos DNAs.
Onboarding, em três versões
O onboarding foi a parte mais difícil de acertar. Passou por três versões, cada uma guiada pelo ponto em que as pessoas desistiam.
1Links, um tour do produto e um vídeo
A primeira versão pedia os links e depois mostrava um tour animado curto sobre o chat, as skills e os DNAs, que ajudava quem vinha da 1.0 a se situar. Em seguida vinha um vídeo de boas-vindas de 5 minutos, com uma barra de carregamento embaixo mostrando o DNA sendo criado a partir dos links. Quando terminava, um botão levava para dentro do produto.
Onboarding, versão 1 · Wireframe
Adicione seus links
Seu site, landing page ou qualquer link que fale de você e do seu negócio.
Tudo acontece no chat
Peça, ajuste e crie em uma conversa só.
Skills e DNAs
Uma skill para cada tarefa, e o contexto do seu negócio em cada resposta.
Boas-vindas à nova arOS
O que aconteceu: em abril e maio de 2026, 43% dos novos usuários desistiam antes de criar o primeiro DNA. Chegavam pelas nossas ofertas e iam embora enquanto assistiam e esperavam.
2Uma conversa no lugar do vídeo
Para manter as pessoas fazendo em vez de assistindo, tiramos o tour e o vídeo. Depois dos links, um chat que já conhecia o negócio por eles montava o primeiro DNA junto com o usuário, com poucas perguntas e respostas de escolha rápida.
Onboarding, versão 2 · Wireframe
Adicione seus links
Seu site, landing page ou qualquer link que fale de você e do seu negócio.
O que vamos criar hoje?
O que aconteceu: ao longo da reformulação do onboarding, a evasão caiu 27 pontos percentuais, de 43% para 16%.
3Instagram e contexto, a versão no ar hoje
Quando posts e conteúdo para Instagram viraram tarefa central, o Instagram entrou no onboarding: ler o perfil ajuda a entender o negócio, e a paleta, o estilo de post e a tipografia alimentam o DNA de marca. O passo de links também ganhou um painel de contexto que explica o que precisamos das pessoas e por quê.
Onboarding hoje, passo 1 de 4: links e contexto
O que aconteceu: em junho e julho, a evasão já estava em 16%, contra 43%, e a ativação tinha subido de cerca de 60% para perto de 75%.
Com a engenharia: no refinamento técnico que abri, definimos o onboarding conversacional como uma skill administrativa oculta que acompanha a conclusão, contada quando a pessoa cria pelo menos um DNA de marca ou de público, com um orquestrador chamando uma skill por campo do DNA.
Skills mais fáceis de encontrar
O primeiro seletor de skills era estreito, com a busca no topo e uma lista longa. Skills com opções se expandiam dentro da lista e esticavam o popover. Isso escondia o que tínhamos construído: de cerca de 100 skills, uma cauda de umas 75 tinha em média 3,4 seleções por mês cada.
O que mudou, e por quê:
- Abas por categoria, para uma leitura mais rápida e objetiva.
- Um grid no lugar da lista, mostrando mais skills de uma vez.
- Tags em cada card, mostrando com quais áreas a skill se relaciona, como conteúdo, estratégia, anúncios ou copy, as mesmas das abas.
- Busca à direita, para dar espaço às abas.
- Opções que abrem no lugar, sem redimensionar o popover.
- A primeira opção pré-selecionada, para que uma opção obrigatória nunca seja esquecida.
- Remover pelo chip: uma skill selecionada sai direto do composer, sem abrir o seletor.
Seletor de skills, versão entregue

Com a engenharia: os engenheiros de prompt construíam cada skill. Eu decidia como as skills e suas opções aparecem na interface, alinhando com eles o que a estrutura de prompt de cada skill precisava para que as pessoas tivessem a melhor experiência dentro dela.
Depois do lançamento
Depois da primeira entrega, o PostHog e as mais de 550 gravações de sessão que analisei definiram uma segunda onda. Ainda não tínhamos acertado o cliente ideal, então nos aproximamos de fundadores de SaaS e vimos o quanto precisavam de autoridade no Instagram. Quase tudo o que vem a seguir nasceu disso.
O que o uso mostrou, julho e agosto de 2026
dos usuários voltavam toda semana, mas só 9–18% voltavam para criar.
de quem baixava posts produzia num único dia do mês.
comentários, aproximadamente, chamavam o resultado de genérico ou com "cara de IA", ou diziam que ele ignorava o briefing.
As pessoas gostavam de voltar, mas criar era um evento, não uma rotina, e o resultado genérico era uma reclamação frequente. Isso definiu a pauta do que vem a seguir.
DNAs gerenciados pelo chat
Criar e atualizar DNAs sem sair do chat era um pedido desde o lançamento da 2.0. A arOS infere a mudança pela conversa, mostra o progresso campo a campo e linka o resultado. Consome créditos como qualquer outra mensagem.
Um DNA de público reescrito pelo chat
Com a engenharia: o DNA Manager foi construído com os times de tecnologia e de engenharia de IA. Eu defini como ele se comporta na interface: um card de tarefa que mostra cada campo como uma etapa, um card de resultado que leva ao DNA atualizado e o mesmo custo em créditos de qualquer mensagem.
Posts, carrosséis e Instagram
Posts e carrosséis não estavam na primeira entrega. Vieram quando os fundadores de SaaS viraram o foco: carrosséis gerados no chat, um editor que aceita tanto instruções pelo chat quanto edições manuais, conexão e análise do Instagram e publicação no Instagram, aprovada pela Meta.
Da copy aprovada ao carrossel visual
Editando todos os slides com uma instrução
Com a engenharia: nas revisões de prompt, defini que, durante o beta, a skill de carrossel sempre gera o carrossel visual em vez de às vezes devolver só texto, e que os carrosséis podem ser editados tanto à mão quanto pelo chat.
Identidade visual no DNA de marca
Os DNAs eram organizados em abas, marca, público, produto ou serviço e oferta, e todos eram campos de texto. Não havia um bom jeito de definir a cara de um post. As pessoas reclamavam que os posts não combinavam com a marca e passavam muito tempo ajustando. Algumas desistiam da plataforma, outras ficavam só com a copy.
Assisti às gravações, vi a frustração e medi edições e regenerações: 13.722 regenerações de capa em um único mês. O criador de posts precisava conversar com o DNA do usuário. A identidade visual virou uma nova seção no DNA de marca, com estilo de post, cores, tipografia, templates prontos e uma prévia ao vivo. Dá para conectar outra conta do Instagram a qualquer momento, e a paleta, o estilo de post e a tipografia dela atualizam a identidade visual, para que os posts fiquem próximos da marca que a pessoa já tem. Nesse período, a arOS gerava 20 posts por dia.
Editando a identidade visual e, depois, uma aba ainda feita de campos de texto
Memória e anexos
As gravações mostravam pessoas citando outras conversas, colando prints de chats anteriores e tentando trazer documentos. As memórias permitem salvar algo uma vez e aplicar em todas as conversas, com uma página para gerenciá-las: quando o chat sugere uma memória, 70% são aceitas (36 de 51). Os anexos vieram em seguida, de forma simples, e trouxeram imagens para o chat, outro pedido frequente.
O chat sugere uma memória
Uma imagem anexada para usar num carrossel
Skills que encontram o usuário
Só 57% dos usuários escolhiam uma skill ao conversar. As pessoas gostavam do produto, mas perdiam boa parte do que ele podia fazer por elas. Então as skills passaram a encontrar o usuário: a inferência automática escolhe a skill certa pela conversa, e comandos e atalhos, que planejei e implementei, permitem chamar uma skill do jeito que as pessoas já faziam em outras ferramentas de IA.
Web mobile e PWA
Cerca de 70% dos acessos vinham do celular, 7.046 contra 2.988 no desktop, e houve cancelamento citando explicitamente a experiência mobile. Redesenhei a experiência para telas pequenas em torno de uma ideia: as ações principais ao alcance do polegar. Lançamos como PWA.
Bottom sheets e o teclado
Seletores viraram bottom sheets
Popovers são difíceis de usar em telas pequenas. No mobile, DNAs, skills e suas opções abrem como bottom sheets, perto do polegar. Skills com opções ganham um espaço próprio, para ficar claro que há uma escolha a fazer, e a primeira opção já vem selecionada.
O teclado só na hora de digitar
O teclado ocupava tanto a tela que o composer cobria o conteúdo. Agora ele só abre quando a pessoa toca no campo de texto e fecha assim que ela toca em qualquer outra parte.
Voz no lugar do teclado
A entrada por voz dispensa o teclado, e as pessoas a descobriram sozinhas: 55 usuários ditaram mensagens em 30 dias, sem nenhum incentivo.
Uma coisa por vez
No editor de posts, a pessoa vê uma coisa por vez. Abrir o chat esconde todo o resto até as edições serem aplicadas, e o mesmo vale para cada ferramenta manual. Uma bottom sheet lista o que pode ser editado, e cada mudança mostra o resultado no slide selecionado.

Tudo numa coluna só
A identidade visual foi reorganizada na vertical, para que tudo o que ela oferece no desktop esteja também no celular: estilo de post, cores, tipografia e a prévia ao vivo.
Instalada pelo navegador
Como PWA, a arOS é instalada direto pelo navegador, sem loja de aplicativos, e ganha um atalho na tela inicial, a um toque como qualquer outro app.


O que vinha a seguir
Em agosto de 2026, transformei esse diagnóstico no plano de produto. Ele definiu as próximas apostas:
- Produção como rotina. Com 80% das pessoas produzindo num único dia do mês, o próximo passo era uma semana inteira de posts num lote só, primeiro a copy e o visual depois da aprovação.
- Fechar o ciclo. Publicar no Instagram e no LinkedIn, para que os resultados voltem para o produto.
Design system
Criei e mantive o design system da arOS: tokens no Tokens Studio, com um conjunto base e conjuntos semânticos para claro e escuro, espelhados no código. Quando o código virou nossa única fonte da verdade, ele passou a viver no Storybook, construído com Tailwind e Radix.
Cores
As rampas base alimentam os papéis semânticos, e os componentes só usam papéis, nunca cores cruas, então os modos claro e escuro vêm de graça.
Papéis semânticos
Superfícies
Ações
Neutros e bordas
Status e marca
Manrope, uma família para tudo
Próxima da Inter, com a mesma leitura fácil, principalmente no modo claro, o nosso padrão. Títulos em bold, texto de interface em 14 e 16, nada abaixo de 10.
Forma, profundidade e ritmo
Raios de 6 a 28 px, sombras frias e sutis e um grid de 4 px.
Componentes
Construídos sobre shadcn e Radix com os mesmos tokens. Experimente: tudo aqui é clicável, no claro e no escuro.
Botões
Badges
Formulário
Abas e menu
Dialog
Esta ação não pode ser desfeita. O projeto e todos os seus arquivos serão removidos.
Composer
Aprendizados
O chat deu liberdade, mas as respostas só ficaram boas quando o contexto do negócio veio junto. Mudar a forma de selecionar e criar DNAs levou o contexto de cerca de 40% para quase 70% das conversas, e os DNAs viraram a espinha dorsal de tudo o que veio depois.
Um tour, um vídeo e uma barra de carregamento perdiam 43% dos novos usuários. Uma conversa que monta o DNA junto com eles, depois o Instagram e um contexto claro, baixaram a evasão para 16%.
Só 57% dos usuários escolhiam uma skill, e uma cauda de cerca de 75 skills tinha em média 3,4 seleções por mês. Isso levou às abas, ao grid com tags, aos comandos e atalhos e à inferência automática de skills.
Mais de 550 gravações de sessão revelaram mensagens que eram só "pode seguir", referências a conversas anteriores e prints colados de outras ferramentas. Cada padrão virou uma funcionalidade: chips de resposta, memórias e anexos.
Um botão Salvar fácil de ignorar tirava o contexto da maioria das primeiras conversas sem ninguém perceber. Aplicar a seleção na hora, e lembrar dela, resolveu.
As 13.722 regenerações de capa em um mês vinham de um gerador que não sabia nada sobre a marca. A identidade visual no DNA, alimentada pelo Instagram e por templates, substituiu descrever um estilo em texto.
Focar em fundadores de SaaS que precisavam de autoridade no Instagram levou a arOS de uma ferramenta de copy para um fluxo mais amplo de criação de conteúdo. Nesse período, a plataforma gerava 20 posts por dia.
Com cerca de 70% dos acessos pelo celular, a experiência mobile e um PWA instalável deixaram de ser um extra.
Próximo case: MZiQ, tudo o que o RI precisa num lugar só.
Ler o case do MZiQ